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Recuperação e proteção de edificações históricas no Museu de Biologia Prof. Mello Leitão (Instituto Nacional da Mata Atlântica) - Instituto Nacional da Mata Atlântica - INMA

Área Ciência, Tecnologia e Comunicações
Valor R$ 860.235,46
Município Santa Teresa, ES

Descrição do projeto: 

O objetivo geral da proposta é realizar a recuperação e proteção de edificações históricas no Museu de Biologia Prof. Mello Leitão, Instituto Nacional da Mata Atlântica, consequentemente proporcionar maior segurança aos funcionários e visitantes, além do patrimônio ambiental, científico, histórico e cultural.
Como objetivos específicos cabe destacar os seguintes:
1) reforço e recuperação de estrutura de parte das edificações históricas do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão do INMA, entre as quais são consideradas a casa de hóspedes, ofidiário, viveiros de animais e estande das orquídeas;
2) sistema antienchentes para parte das edificações históricas do Museu de Biologia Prof. Mello Leitão do INMA, entre as quais pavilhão de botânica, portarias, auditório, marcenaria, depósito, sanitários, laboratório e horto. Cabe destacar que duas grandes enchentes atingiram o município de Santa Teresa nos últimos anos (2000 e 2013). Tais enchentes atingiram também o Parque do Museu Mello Leitão, trazendo prejuízos materiais, danificando as edificações, além de prejuízos científicos e culturais, com perda de parte do acervo histórico e biológico. Dessa forma, a presente proposta pretende realizar a recuperação e proteção de algumas das mais importantes edificações históricas presentes no Parque do INMA, a saber:
a) Estande de orquídeas "Dr. Frederico Carlos Hoehne”: Consta que a primeira edificação erigida por Augusto Ruschi no interior da Chácara Anitta (atual Parque do INMA), entre 1945 e 1947, teria sido um estande destinado a exibir informações sobre orquídeas. Essa edificação foi construída sobre uma base em formato de orquídea, na qual foi incrustada uma seta em águas marinhas, indicando o “Norte Verdadeiro”;
b) Pavilhão de Botânica "Graciano dos Santos Neves": Em 19 de dezembro de 1951, o empreiteiro Armando Jorge Zootich foi contratado por Augusto Ruschi para erguer um prédio de frente para a Av. José Ruschi. A construção foi financiada pelo Governo do Espírito Santo, na administração de Jones dos Santos Neves (1951-1955), cujo tio, ex-diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, foi homenageado emprestando seu nome ao pavilhão;
c) Casa de Hóspedes “Casal Crawford Greenewalt”: No final da década de 1950, mais uma obra foi feita no parque do Museu. Dessa vez, a instituição ganhou uma casa de hóspedes-cientistas. Inaugurada em 1958, a casa de hóspedes foi um presente do engenheiro químico norte-americano Crawford H. Greenewalt.
d) Auditório “Augusto “Ruschi”: Esta edificação data de 1985, quando o Museu Mello Leitão já estava sob os cuidados da Fundação Pró-Memória, do MEC. Até 12 de dezembro de 2018, era a única edificação não nomeada do parque. Em homenagem aos 103 anos do seu nascimento do fundador do Museu Mello Leitão, o Instituto Nacional da Mata Atlântica batizou o espaço com seu nome.

Metas: 

Conforme informado anteriormente, o orçamento do projeto foi elaborado no ano de 2019 (arquivos anexos), de modo que no item "Valor do Projeto" acima, foi acrescido em 40% para que haja recomposição de perdas pela inflação, correções das tabelas de referência para obras civis (SINAPI, etc.), bem como possíveis ajustes que venham a ser proposto pela empresa vencedora da licitação. Esta proposta tem as seguintes metas:
Meta 1: Reforço e recuperação estrutural. Esta meta representa 87% do valor total solicitado, sendo distribuídos da seguinte forma:
a) Casa de Hóspedes, representando cerca de 53% do valor da meta.
A edificação casa de hóspedes será reforçada com vigas de travamento no nível do piso, sendo essas vigas responsáveis por transferir parte da carga da estrutura para o solo através de estacas do tipo trado. Para possibilitar a adequada transferência de carga da estrutura existente para as estruturas de reforço, deverão ser dispostos consoles que serão fixados, através das armaduras previstas no projeto, nas vigas de reforço, e servirão de apoio para os elementos de fundação existente;
b) Ofidiário e viveiros, representando cerca de 10% do valor da meta;
c) Estande das orquídeas, representando cerca de 21% do valor da meta. As edificações ofidiários, viveiros e estande de orquídeas, devem ter as calçadas situadas conforme locação do projeto, denominada e reconstruída. A estrutura constituinte da calçada deverá obedecer a seguinte ordem (partindo da camada mais inferior): solo regularizado e compactado; subleito granular; sub-base granular com adição de cimento e calçada de concreto com adição de cristalizante do tipo penetron. As calçadas deverão receber recomposição das peças portuguesas, após os procedimentos de reconstrução das mesmas. Serão implantadas rampas de acessibilidade para cadeirantes nas portas da edificação Ofidiário e Viveiros;
d) Casa de Hóspedes - reforço do telhado, representando cerca de 16% do valor da meta.
Deverá ser feito a implantação de reforços de contraventamento no telhado da edificação casa de hóspedes com diagonais e pilaretes de madeira, travando os elementos existentes conforme detalhado no projeto estrutural. Deverá ser implantada uma madeira de apoio para os pilaretes e diagonais, vinculada na alvenaria existente. Também será colocada uma cantoneira de apoio na base dos pilaretes e diagonais. Será implantada a subcobertura com manta plástica revestida de película de alumínio em toda a área do telhado. Ter atenção às seguintes recomendações: Aplicar pintura com verniz para vedação da madeira; Utilizar madeira de lei; Proteger todo o madeiramento com produto inseticida a base de água.

Meta 2: Sistema antienchentes. Esta meta representa 13% do valor total solicitado, sendo distribuídos da seguinte forma.
a) Pavilhão de Botânica, representando cerca de 52% do valor da meta.
As seguintes intervenções deverão ser feitas nesta edificação: reforço da laje (piso); implantação de comportas, drenos, canaletas e rampas de acessibilidade e impermeabilização das paredes. As rampas de acessibilidade devem ser dispostas nas entradas especificadas no projeto de modo a possibilitar o acesso de cadeirantes no piso reforçado. Em todas as portas serão implantadas comportas, com a finalidade de dificultar a entrada de água na edificação.
Para possibilitar o escoamento de água, caso haja eventuais problemas ocasionados pelas enchentes, deverão ser implantados drenos de alívio com válvula de retenção, a fim de garantir que o fluxo de água seja somente para fora da edificação. Deverão ser dispostas canaletas para conduzir a água dos drenos para a rede de drenagem. Além dos drenos, deve ser prevista uma bomba no local especificado no projeto estrutural com a finalidade de aliviar eventuais enchentes. A bomba deverá ter capacidade de trabalhar submersa e deverá lançar a água em uma altura maior do que a altura medida para o nível máximo de subida da água;
b) Portarias - nova e antiga, representando cerca de 5% do valor da meta;
c) Auditório, representando cerca de 12% do valor da meta;
d) Marcenaria, representando cerca de 4% do valor da meta;
e) Cantina e depósito, representando cerca de 13% do valor da meta;
f) Sanitários, representando cerca de 4,5% do valor da meta;
g) Laboratório, representando cerca de 5% do valor da meta;
h) Horto, representando cerca de 4,5% do valor da meta.
Além do Pavilhão, as edificações Portaria nova e antiga, Auditório, Viveirão e Tratamento, Marcenaria, Cantina e Depósito, Casa de Hóspedes, Ofidiário e Viveiros, Estande de Orquídeas, Sanitários, Laboratório e Horto, também receberão sistemas antienchente com a aplicação de comportas. Além das comportas a edificação Auditório receberá placas cimentícias na parede onde atualmente tem cobogós.

 

Resultados Esperados: 

Uma vez que as edificações objeto desta proposta estejam reformadas, recuperadas e revitalizadas, haverá maior segurança para funcionários e visitantes, além de melhor proteção ao patrimônio ambiental, científico, histórico e cultural.
Tal ação resultará em espaços mais adequados para o desenvolvimento dos serviços do Instituto, tais como atividades administrativas e desenvolvimento de pesquisa, bem como as atividades turísticas, educativas e culturais.

Os espaços revitalizados do INMA poderão proporcionar um incremento no número de turistas, estudantes e pesquisadores que passam pela instituição, que hoje gira em torno de 80.000 pessoas ao ano, beneficiando diretamente o município de Santa Teresa.

 

Beneficiários: 

O Instituto Nacional da Mata Atlântica recebeu, em média, cerca de 80.000 visitantes por ano, entre os anos de 2014 e 2019, dos quais cerca de 10-15% são representados por alunos do ensino fundamental e médio e os demais incluem os cidadãos de Santa Teresa, turistas brasileiros e estrangeiros e ainda pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação.
Entre março de 2020 e agosto de 2021, o parque ficou fechado à visitação, atividade que foi retomada em setembro de 2021. Somente nos quatro meses de 2021, sem o retorno dos agendamentos de grupo, o INMA recebeu 18.069 visitantes espontâneos. Em 2022, nos três primeiros meses do ano, ainda sob os impactos da pandemia, o INMA recebeu 17.459 visitantes.
Além disso, o INMA atualmente conta com uma força de trabalho de cerca de 100 pessoas, incluindo servidores públicos, bolsistas, estagiários e funcionários terceirizados.
Algumas instalações do INMA, como o auditório, são cedidas para uso da comunidade teresense, para eventos educacionais, científicos e culturais, beneficiando diretamente toda a comunidade.